Saiba como agir em caso de desastres naturais durante uma viagem Dicas
Saiba como agir em caso de desastres naturais durante uma viagem

Saiba como agir em caso de desastres naturais durante uma viagem

Kady Albuquerque Kady Albuquerque Publicado em 17 de fevereiro de 2017

Quando programamos uma viagem, queremos que corra tudo bem durante a nossa estada, não é mesmo? No entanto, por mais que planejemos cada detalhe, a depender do lugar e da época do ano, eles vão acabar se tornando o local e a hora errados.

São muitos os lugares neste planeta que possuem incidência de desastres naturais. Então, não dá pra ficar em casa com medo e deixar de conhecê-los. O que o viajante precisa é buscar informações, planejar a viagem e tomar algumas medidas em casos de extrema emergência.

De acordo com o professor do CST em Segurança Privada da Anhanguera Vila Mariana, Teanes Carlos Silva, são vários os países com problemas distintos. “Há lugares com maior incidência de chuvas, em especial nas regiões tropicais – com aparecimento de problemas posteriores como desabastecimento, doenças como a malária e febre amarela, rompimento de vias e acessos. Em outros, vulcões e terremotos nas regiões localizadas nas beiradas de placas tectônicas. Ainda há o risco de tsunamis associados aos terremotos”, enumera. O professor destaca alguns na América do Sul como Chile, Peru e Bolívia; e no hemisfério norte, como o México.

 

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Tornado Alley, nos EUA, é um dos 10 locais com maior registro de tornados no mundo / Foto: snowbrains.com

José Sallovitz, da Mondial, afirma que os principais desastres naturais são terremotos, enchentes e furacões.

Confira esses locais:

Terremotos: na Ásia: Japão, Nepal, Índia, Paquistão, Turquia, Filipinas e Indonésia. E nossos vizinhos andinos: Equador, Peru, México, El Salvador e Guatemala.

Enchentes: Países tropicais como sudeste asiático (China, Tailândia, Vietnã, Laos, Camboja, Mianmar, Filipinas).

Furacões: Países Caribenhos (com exceção de Aruba, Curaçao, Barbados e Los Roques) e Sudeste dos Estados Unidos.
Mas, não precisa entrar em pânico se você estiver indo para algum desses locais. Existem dicas para viajar em segurança.

1. Pesquise sobre as condições climáticas no período

Na fase do planejamento da sua viagem, saiba como estará o clima no local durante a sua estada. “Hoje é possível prever a passagem de um furacão com uns três dias de antecedência e, assim, tem-se a oportunidade de sair do local ou alterar o destino”, conta Sallovitz.

Para o professor Teanes, buscar informações com o hotel também é uma boa opção. Falando em hotel, ele sugere “buscar hospedagem em locais mais altos, e verificar se o edifício é antissísmico (para o caso de terremotos)”.

2. Telefones importantes!

Os brasileiros que estão fora do país podem contar com embaixadas e consulados caso estejam em alguma situação de emergência. Porém, os postos diplomáticos brasileiros no mundo têm horários de atendimento limitados. De qualquer forma, sempre leve com você os números destinados a situações de extrema emergência (e não apenas no celular, ok?). Se não for possível entrar em contato com essas linhas emergenciais no exterior, há um número no Brasil para o mesmo fim: (61) 98197-2284.

 

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Europa é a terceira região do mundo mais afetada por desastres naturais, de acordo com a ONU / Foto: dn.pt

3. A família deve estar sempre avisada

Sempre deixe o número do seu passaporte com algum familiar antes de viajar. Esse dado pode ajudar (e muito) para que você seja localizado em um cenário de emergência. De acordo com Teanes, em casos críticos, a sua família deve contatar o Núcleo de Assistência a Brasileiros (NAB), sediado em Brasília, e que tem como objetivo ajudar as duas partes. O telefone do NAB é (61) 2030-8804.

 

4. Aconteceu, e agora?

Após o evento, o recomendado é buscar as autoridades consulares caso o viajante tenha sido atingido. “Após um desastre natural, estando tudo bem com o viajante, a embaixada ou o consulado brasileiros podem ser acionados, esperando-se que também não tenha sido atingida pelo fenômeno. O órgão providenciará contato com a família no Brasil, alimentos, e poderá ajudar no caso de uma evacuação ser necessária”, explica Sallowitz.

 

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Ilha Vulcano, na Itália / Reprodução YouTube

Na ocorrência de terremotos, tsunamis ou furacões, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio dos postos consulares, pode prestar alguns serviços ao viajante brasileiro, tais como a emissão, gratuitamente, de um documento chamado Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), na falta de seu documento oficial de viagem, por perda ou extravio. Em situações de ferimentos, oficiais do Itamaraty costumam acompanhar pessoalmente o atendimento médico da vítima no hospital local e facilitar seu contato com a família no Brasil, além de viabilizar os gastos com atendimento médico.

Caso contrário, se estiver seguro, permanecer no local até os serviços básicos serem restabelecidos. “Durante evacuações, sempre que possível levar além do celular e documentos, o carregador de celular. Interessante utilizar uma pequena mochila com estes itens e mais uma bolsa de primeiros socorros, uma garrafa de água (não descartar a garrafa depois de usá-la) e lenços de papel. Quando houver outras pessoas no grupo, adotar a mesma regra e não tentar sair em busca do outro, o que pode agravar a situação”, destaca Teanes Silva.

Outra dica: itens básicos como canivete e lanterna devem sempre fazer parte do seu kit em locais com alta incidência de desastres naturais.

Leia também: Por que você precisa contratar um seguro viagem?

Ah, e não esqueça: muitas situações podem ser evitadas com um bom planejamento da viagem, que começa por conhecer bem o local para onde está viajando e avaliar se o período que você escolheu seria, realmente, o melhor momento.

 

Kady Albuquerque
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