Maior museu de arte popular do Brasil ganha novo espaço em 2018 Destinos
Maior museu de arte popular do Brasil ganha novo espaço em 2018

Maior museu de arte popular do Brasil ganha novo espaço em 2018

Paulo Lannes Paulo Lannes Publicado em 21 de setembro de 2017

Com um acervo de 8,5 mil obras e tombado como patrimônio cultural brasileiro desde 1991, o Museu Casa do Pontal está com sua nova sede em fase de final de construção, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Considerado o maior museu de arte popular do país, a perspectiva é que até o final deste ano a nova sede esteja concluída e seja inaugurada no primeiro semestre de 2018. As informações são da Agência Brasil.

Projeto da nova sede do Museu Casa do Pontal. Foto: Reprodução

Projeto da nova sede do Museu Casa do Pontal. Foto: Reprodução

Instalado há mais de 40 anos no Recreio dos Bandeirantes, também na zona oeste, o museu teve que mudar de casa após sofrer os efeitos das alterações urbanas do entorno. O nível das ruas foi elevado em 1,5 metro acima do terreno do equipamento e, com isso, a sede da Casa do Pontal ficou sujeita a inundações, colocando o acervo tombado em risco.

O Museu Casa do Pontal tem em média 22 mil visitantes por ano. Enquanto a mudança não é efetuada, o museu continua funcionando no Recreio dos Bandeirantes, de terça-feira a domingo, com todas as atividades normais, que incluem exposições temporárias, shows musicais, seminários, oficinas culturais e visitas educativas.

Foto: Divulgação

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Transferência

Segundo a diretora e curadora do Museu Casa do Pontal, a antropóloga Angela Mascelani, o acervo começou a ser reunido na década de 1940 e está em excelente estado de conservação. Apesar disso, como as peças são feitas de matérias-primas mais frágeis, uma transferência de lugar exige “grande esforço institucional”, acentuou.

Angela Mascelani comemorou o fato de a nova sede ficar em local de mais fácil acesso pelo público, próxima a uma estação de BRT. Será disponibilizada uma van gratuita que levará os visitantes da estação até o museu. “Haverá acessibilidade maior, mais proximidade. Isso é muito importante. O público vai poder chegar muito mais facilmente ao museu, saindo de qualquer lugar do Rio de Janeiro”.

Foto: Divulgação

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Associação dos Amigos da Arte Popular Brasileira, que administra o museu, vai receber apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de recursos não reembolsáveis no valor de R$ 4,6 milhões, para aplicação na implementação da museologia da nova sede. Os recursos correspondem a 94% do investimento total e serão investidos também na estruturação de um fundo patrimonial permanente, também chamado de fundo de endowment.

“Recebemos essa notícia [do apoio] com muita alegria e também porque a gente entende que a arte popular é um importante patrimônio brasileiro que registra no barro, na madeira, a história social dos homens e das mulheres do nosso país”, diz Ângela.

Segundo Ângela, o modelo de fundo patrimonial permanente garantirá mais sustentabilidade financeira à instituição. “O fundo garantirá que o museu tenha sustentabilidade financeira para a conservação do acervo e manutenção do espaço. Importantes artistas populares do país, como o pernambucano Mestre Vitalino, os cearenses Celestino e Manuel Graciano, o goiano Lunildes e o paranaense Laurentino têm obras no Museu Casa do Pontal”, conta.

 

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Paulo Lannes
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