Quadro a quadro

Os últimos leilões de arte quebraram vários recordes. Saiba quais

Paulo Lannes

Bio: Jornalista e estudante de Teoria, Crítica e História da Arte na UnB, viaja o mundo atrás de obras-primas e boas histórias. Aos sábados, ele dará dicas sobre museus e revelará curiosidades desse fascinante mundo das artes.

Os últimos leilões de arte quebraram vários recordes. Saiba quais

Paulo Lannes Publicado em 16 de junho de 2017

Os leilões têm agitado o mercado das artes nos últimos meses. Em vários, foram vendidas obras de artistas consagradas que já não se encontravam mais em circulação, como Gustav Klimt e Auguste Rodin.

Junto a isso somam-se os altos valores cobertos pelos colecionadores interessados em dar um “up” em seus acervos. É o caso da tela sem título de Jean-Michel Basquiat, vendida em leilão da Sotheby’s em maio deste ano.

Foto: Sotheby's/Divulgação

Foto: Sotheby’s/Divulgação

 

Vendida por U$ 110,5 milhões – o equivalente a R$ 367 milhões –, a obra de arte se tornou a mais cara produzida por um artista dos Estados Unidas até então. Nascido no Brooklyn (NY), Basquiat tinha 27 anos quando morreu de overdose. Suas telas são conhecidas pelos riscos inquietantes que criam formas, como o caso da cabeça negra presente na tela vendida.

O quadro “Bauerngarten” (foto em destaque), feita em 1907 por Gustav Klim, também quebrou recorde ao se tornar a obra de arte mais cara feita por um austríaco – alcançando também o 3º lugar no pódio de obras mais caras produzidas por um artista europeu.

A peça foi vendida por 47,97 milhões de libras (R$ 201 milhões) também em um leilão da Sotheby’s. Klimt integrava o movimento de Secessão e seu acervo sofreu grandes baixas durante a II Guerra Mundial (adorado por Hitler, os Aliados insistiam em bombardear os espaços que tivessem obras suas expostas).

 

Foto: Sotheby's/Divulgação

Foto: Sotheby’s/Divulgação

 

Na mesma sessão, o quadro “Planta de Tomate” de Pablo Picasso foi vendida por 17,03 milhões de libras (R$ 71,31 milhões), tornando-se, assim, a natureza morta mais cara já leiloada. A obra de arte foi pintada em 1944 em Paris (França), pouco antes da libertação da cidade pelos Aliados, na II Guerra Mundial.

Já a escultura de mármore que representa Andrômeda dormindo nua sobre uma pedra feita pelo francês Auguste Rodin entre 1886 e 1887 foi vendida por um leilão da casa Artcurial de Paris por 3,6 milhões de euros (R$ 13,1 milhões) no fim de maio. O valor é bem abaixo das outras obras aqui expostas, mas é um verdadeiro achado, pois quase não há peças feitas pelo impressionista no mercado da arte.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

A obra era propriedade de uma família chilena há 130 anos e estava avaliada entre 800 mil e 1,2 milhão de euros. Ou seja, a venda superou todas as expectativas. Existem outros quatro exemplares dessa escultura, três dos quais fazem parte das coleções dos museus Rodin de Paris e da Filadélfia, e do Museu de Belas Artes de Buenos Aires.

 

Paulo Lannes
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