Quadro a quadro

Desvende os mistérios da famosa Esfinge do Egito

Paulo Lannes

Bio: Jornalista e estudante de Teoria, Crítica e História da Arte na UnB, viaja o mundo atrás de obras-primas e boas histórias. Aos sábados, ele dará dicas sobre museus e revelará curiosidades desse fascinante mundo das artes.

Desvende os mistérios da famosa Esfinge do Egito

Paulo Lannes Publicado em 15 de maio de 2017

Até hoje, a Esfinge localizada em Gizé é um dos principais pontos turísticos do Egito e ainda guarda muitos segredos.

Por exemplo, pouco se sabe sobre de quem é o rosto retratado na escultura nem como a gigantesca obra, que possui mais de 20 metros de altura, foi construída.

Mas há algumas suspeitas baseadas em textos antigos, escavações e teorias modernas. Conheça algumas delas:

O rosto de quem está representado na Esfinge?

Foto: Divulgação

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Ao que parece, a Esfinge ganhou o rosto do faraó Quéfren, que ordenou a construção da obra. É dele também a maior pirâmide do complexo de Gizé.

Porém, há quem diga que o rosto, na verdade, é uma representação do deus egípcio Ruti, responsável por guardar o mundo inferior. Como a Esfinge se encontra diante das pirâmides, que são túmulos, a suposição faz sentido.

Como a Esfinge foi construída?

Foto: Divulgação

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Diferente das pirâmides, construída em blocos, a esfinge foi toda esculpida em uma rocha calcária.

Trabalhadores chegaram ao formato da esfinge em apenas três anos munidos só de martelos de cobre e pedra.

A mesma rocha foi utilizada para construir o Templo da Esfinge, que fica localizada ao lado da gigantesca escultura.

A Esfinge sempre teve essa cor?

Foto: Divulgação

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Ao que parece, não. Uma escavação arqueológica descobriu, no século 19, uma barba e um adereço em forma de naja, que seria colocada no alto da coroa da esfinge.

Ambos os elementos tinham pigmentos vermelhos, azuis e amarelos, mostrando que ao menos o rosto da Esfinge era todo colorido. Que festa!

Aonde foi parar o nariz da Esfinge?

Foto: Divulgação

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Não se sabe exatamente o que aconteceu para o rosto da Esfinge ficar sem nariz, mas há duas teorias que tentam dar conta do ocorrido.

Uma delas é do históriador Al-Marqizi, que acredita na destruição do nariz por parte de um fanático muçulmano. Em 1.378, a estátua teria sido detonada em represália aos camponeses locais, que faziam oferendas à Esfinge, indo contra os preceitos do Islã.

A outra teoria afirma que, em 1798, Napoelão Bonaparte teria ordenado um tiro de canhão contra a obra por não aceitar a representação de um negro como imperador.

Esta última é a menos aceita pelos especialista, visto que há desenhos de 1757 feitos por exploradores franceses mostrando a Esfinge já sem o tal nariz.

 

Confira também: Empresa brasiliense faz roteiro único pelo Egito.

 

E aí, ficou com ainda mais vontade de conhecer o país?

 

Paulo Lannes
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