Quadro a quadro

Cinco cidades fantasmas que são verdadeiros museus a céu aberto

Paulo Lannes

Bio: Jornalista e estudante de Teoria, Crítica e História da Arte na UnB, viaja o mundo atrás de obras-primas e boas histórias. Aos sábados, ele dará dicas sobre museus e revelará curiosidades desse fascinante mundo das artes.

Cinco cidades fantasmas que são verdadeiros museus a céu aberto

Paulo Lannes Publicado em 27 de maio de 2017

É impossível negar a fascinação que algumas cidades fantasmas provocam na gente. De fato, algumas delas revelaram ser verdadeiros museus a céu aberto.

Mas vamos além de Pryat, na Ucrânia, e Pompeia, na Itália. Há outros locais menos conhecidos que merecem uma visita.

Vamos conhecer algumas delas:

Craco, na Itália

Divulgação

Foto: Divulgação

Até mesmo o nome desse povoado medieval assusta. Encrustado em uma montanha, esse pequeno vilarejo sobreviveu a guerras e problemas no cultivo de alimentos, porém, não foi forte o suficiente para vencer os terríveis deslizamentos de terra.

Sua população, estimada em 2 mil pessoas, abandonou suas casas e esvaziou a cidade. Para trás ficaram não somente residências, como bem um castelo e uma universidade.

Foi este o local que Mel Gibson escolheu para retratar Jerusalém no filme “A Paixão de Cristo” (2004).

Bodie, nos Estados Unidos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um verdadeiro tesouro do faroeste estadunidense. O local foi fundado por conta da exploração do ouro e chegou a abrigar 2,7 mil pessoas.

Apesar de ter prosperado por muito tempo, o fim das minas provocou derrocada da cidade. Em 1962, o local virou um parque turístico.

Atualmente, o local não conta com moradores, mas recebe pelo menos 200 mil visitantes por ano.

Biribiri, em Minas Gerais

cidade fantasma vila biribiri

cidade fantasma vila biribiri

Localizada a 10 quilômetros de Diamantina, um dos Patrimônios da Humanidade pela Unesco em Minas Gerais, a vila Biribiri foi construída no século 19, mas teve de ser completamente abandonada em 1972 por conta da falência da fábrica têxtil que dava subsistência aos moradores da região.

Após décadas abandonada, o suficiente para o mato crescer e a parte interna dos aposentos desabarem, fizeram do núcleo urbano um museu a céu aberto. Fizemos uma matéria sobre ela. Confira!

San Zhi, em Taiwan

Divulgação

Foto: Divulgação

Um resort de luxo futurista localizado nos subúrbios de Taipei foi transformado em um dos maiores símbolos do passado.

O gigantesco hotel serviria de abrigo para os ricos da capital que buscassem calmaria sem ter que se afastar muito da cidade.

Porém, uma série de acidentes que chegou a ocasionar a morte de alguns trabalhadores enterrou o projeto. Até hoje acredita-se que o local é assombrado por aqueles que morreram na construção.

Kolmanskop, na Namíbia

Divulgação

Foto: Divulgação

Chega a ser poético imaginar uma cidade totalmente engolida pelas areias do deserto. Porém, foi o que ocorreu com Kolmanskop.

O vilarejo alemão de 1,1 mil habitantes foi construído por conta da descoberta de diamantes no deserto da Namíbia no início do século 20.

Porém, perto do fim da I Guerra Mundial, as pedras preciosas desapareceram e a população não encontrou mais motivos para permanecer no local.

Com o tempo, o deserto da Namíbia retomou o espaço que era seu.

 

Vale uma visita, hein?

 

Paulo Lannes
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