Quadro a quadro

Arquitetos planejam a reconstrução de cidades destruídas na Síria

Paulo Lannes

Bio: Jornalista e estudante de Teoria, Crítica e História da Arte na UnB, viaja o mundo atrás de obras-primas e boas histórias. Aos sábados, ele dará dicas sobre museus e revelará curiosidades desse fascinante mundo das artes.

Arquitetos planejam a reconstrução de cidades destruídas na Síria

Paulo Lannes Publicado em 13 de setembro de 2017

O mundo assistiu estarrecido a destruição contínua de cidades históricas da Síria pelo Estado Islâmico nos últimos anos. Palmyra, Aleppo e até mesmo Damasco, a capital mais antiga do mundo ainda em funcionamento, sofreram com bombardeios aéreos, ataques de homens bombas e roubos em massa, danificando para sempre diversos patrimônios da humanidade – era lá que ficava a Mesopotâmia, berço da civilização ocidental.

Templos milenares de Palmyra foram explodidos pelo Estado Islâmico. Foto: CNN/Reprodução

Templos milenares de Palmyra foram explodidos pelo Estado Islâmico. Foto: CNN/Reprodução

Porém, com os avanços das tropas governistas, os militantes terroristas perderam terreno e foram expulsos de boa parte das cidades históricas. Também foram levantados os danos provocados, que são bastante graves, mas possíveis de serem superados (em boa parte).

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Projeto de monumento elaborado pelo libanês Samar Damluji. Foto: Reprodução

Ao meniso, é isso o que indica o projeto “Sketch for Syria”. Iniciado por Marco Ballarin e Jacopo Galli, arquitetos italianos sediados em Veneza, eles conseguiram reunir cerca de 150 arquitetos de 26 países para “imaginar, rastrear e compartilhar possíveis cenários” de recuperação para a Síria.

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Projeto do italiano Marco Ferrari. Foto: Reprodução

Entre os grandes nomes da arquitetura mundial que aderiram ao projeto estão Philippe Rahm, Peter Wilson e Francisco Aires Mateus. No total, 52 sketchbooks vieram diretamente das cidades sírias: Damasco, Aleppo, Hama, Latakia e Tartus “mostrando”, segundo os organizadores, a “força pacífica da arquitetura”.

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Projeto “Beals and Lyon”, enviado do Chile. Foto: Reprodução

“O valor positivo da iniciativa é a consciência sobre o significado real do processo de reconstrução: a capacidade de imaginar um possível futuro nos escombros da guerra. Muitos arquitetos deixaram uma marca: revendo o passado ou viagens imaginárias, conceituando hipóteses sobre o futuro, pensamento no drama dos refugiados e migrantes, escolhendo a provocação artística, transformando seus lápis em armas pacíficas”, afirmou Ballarin.

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Projeto dos espanhóis Paredes e Pedrosa. Foto: Reprodução

Eis uma grande prova de que a união faz a força – e vence as consequências de uma guerra.

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Projeto do italiano Benno Albrecht. Foto: Reprodução

 

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